Proibição a Tifanny Abreu é inconstitucional e não tem respaldo científico, dizem especialistas

Câmara de vereadores aprovou veto à participação de jogadora trans em torneio na cidade

Clube defende jogadora e diz que ela atende ‘todos os requisitos técnicos, médicos e de elegibilidade exigidos’

A proibição da jogadora de vôlei trans Tifanny Abreu, do Osasco, de participar das finais da Copa Brasil após um veto aprovado por vereadores de Londrina —sede do torneio—, além de não estar respaldada por dados científicos, viola artigos da Constituição e foi duramente criticada por associações LGBTQIA+.

O projeto, apresentado pela vereadora Jéssica Ramos Moreno (PP), foi votado na quinta-feira (26) e teve 12 votos favoráveis e quatro contrários.

No requerimento, Moreno cita a inscrição de Tifanny, 41, na competição e pede que seja cumprida uma lei municipal de 2024 proibindo a “participação de atleta identificado em contrariedade ao sexo biológico de seu nascimento em equipes e times esportivos e em competições, eventos e disputas de modalidades esportivas” em Londrina.

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